Greve geral contra temer e suas reformas! Não pararemos de lutar, apesar da repressão!

Greve geral contra temer e suas reformas! Não pararemos de lutar, apesar da repressão!

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A Greve Geral do dia 28 de abril foi apenas mais um passo na luta contra Temer e seus ataques aos trabalhadores. No país inteiro, milhões de pessoas de várias categorias cruzaram os braços para dizer não à Reforma da Previdência e à Reforma Trabalhista.

O setor em que a greve teve mais peso foi o do transporte. Em São Paulo o metrô, os trens e os ônibus ficaram parados o dia inteiro. Isso aconteceu em vários outros estados também. Mas não foram somente os trabalhadores do transporte que pararam. Em Fortaleza, por exemplo, a Greve Geral teve adesão de bancários, professores, servidores públicos, trabalhadores da Cagece, os petroleiros, operários da construção civil, setores da saúde, do comércio e muitas outras categorias. Houveram até mesmo setores da igreja Católica e de igrejas Evangélicas que lançaram notas de apoio à Greve. A manifestação no centro da cidade teve mais de 60 mil pessoas presentes. Essa foi com certeza a maior Greve Geral do Brasil desde 1989, talvez a maior da história do nossos país.

Nas empresas de ônibus, o Sintro junto com movimentos sociais desde cedo tentaram conversar com trabalhadores para que aderissem a greve. Mas foi recebido por um forte aparato policial e por capangas armados das empresas que impediram os piquetes. Houveram tiros de bala de borracha e mesmo um tiro de arma letal, spray de pimenta, viaturas da polícia dentro das garagens para fazer a defesa de empresas privadas. Em uma garangem chegou a haver um capanga encapuzado com um um cachorro pit-bull para atacar os manifestantes.

Toda essa repressão foi orquestrada pelos empresários junto com o Governador Camilo (PT), que comanda a polícia, para intimidar os trabalhadores e derrotar a Greve Geral. Só que não funcionou. O transporte rodou com apenas parte da frota e a Greve Geral, apesar da repressão, foi um grande sucesso. Foi muito importante a participação de todos os companheiros que apoiaram e contribuiram com a Greve Geral. Nós sabemos o assédio que as empresas fizeram sobre os rodoviários, mas não podemos baixar a cabeça, se não eles tiram todos nossos direitos. A luta não terminou, vão haver outras Greves Gerais até que sejamos vitoriosos, e é importante enfrentar o assédio para garantir nossa aposentadoria e a CLT.

Os trabalhadores precisam tirar lições dessas acontecimentos. São nessas situações que podemos perceber o papel do governo ao lado dos patrões; da polícia que serve para reprimir trabalhadores e permitir que os governos dos ricos façam as suas reformas; da justiça que permite que uma empresa privada possua capangas armados para reprimir os trabalhadores; e da imprensa que noticia uma Greve Geral que parou o país como um ato de baderneiros, não como o que de fato foi: uma atitude de pais e mães de família e muitos jovens lutando contra os ataques aos seus direitos. Por outro lado é possível perceber que quando a classe trabalhadora se une ela pode derrotar qualquer governo, e nós vamos barrar as reformas do Temer e colocar pra fora ele e o seu Congresso de corruptos.

O PSTU se solidariza com os trabalhadores rodoviários, diante da repressão que sofreram das empresas e do Governo na Greve Geral do dia 28/04. Não podemos aceitar nenhum tipo de repressão aos que lutam por seus direitos. É preciso continuar lutando até que eles sejam derrotados. E não podemos depositar confiança em nenhum desses governos que estão do lado dos patrões e que utilizam todo o seu aparato para impedir que nos mobilizemos. Os trabalhadores e o povo é que precisam governar esse país, não como fez o PT com Lula e Dilma que se juntaram com o PMDB, com corruptos e com os ricos. Ao contrário disso, os trabalhadores precisam governar através de Conselhos Populares para acabar com a corrupção, gerar emprego e impedir a retirada dos nossos direitos.