Nota do PSTU em defesa da democracia nos debates

Nota do PSTU em defesa da democracia nos debates

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PSTU Ceará Em algumas semanas iremos escolher quem governará Fortaleza nos próximos anos. Essa é uma decisão seria a se tomar. O problema é que o sist...

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PSTU Ceará

Em algumas semanas iremos escolher quem governará Fortaleza nos próximos anos. Essa é uma decisão seria a se tomar. O problema é que o sistema eleitoral não é democrático e não permite que todos os candidatos possam apresentar suas opiniões em igualdade de condições e após isso os trabalhadores de nossa cidade possam decidir quem tem o melhor projeto para governar.

Em todas as campanhas os candidatos dos ricos recebem muito financiamento dos empresários, gastam milhões com propaganda para vender um imagem falsa do que farão e logo depois que passam as eleições esquecem dos trabalhadores e do povo pobre. É por isso que passam as eleição a nossa vida não muda. Continuamos sem o mínimo de serviços públicos, com os direitos sendo atacados e muitas vezes esses mesmos que governam contra os trabalhadores dizem que a culpa é nossa porque “votamos errado”.

O sistema eleitoral favorece aqueles que tem rabo preso com os ricos e que depois governarão para eles, contra os trabalhadores. Roberto Claudio (PDT), atual prefeito de Fortaleza, já arrecadou mais de R$ 1 milhão para sua campanha. Capitão Wagner (PR) já arrecadou quase R$ 1 milhão. Parte do dinheiro que é usado na campanha desses senhores vem de empresários que depois da eleição cobrarão a fatura exigindo que privatizem o patrimônio publico, concedam isenções fiscais, retirem dinheiro da saúde e educação e cortem direitos trabalhistas. Fazemos uma campanha modesta, mas temos orgulho de que todo dinheiro que entra em nela vem da contribuição trabalhadores. Em nossa campanha não tem nenhum centavo do dinheiro sujo dos grandes empresários.

Em relação ao tempo de TV, não será possível aos trabalhadores conhecer o que defendem todos os candidatos porque não é concedido igualdade a todos para apresentar suas propostas. Na verdade, candidaturas como a nossa que não aceitam entrar nesse jogo sujo de “toma lá, da cá” nas eleições acabam não tendo quase tempo nenhum de televisão para apresentar suas propostas.

Nos debates, que são um momento em que cada candidato pode apresentar o que pensa e confrontar suas opiniões com as dos outros, a legislação antidemocrática permite que os trabalhadores fiquem sem acesso a opinião de parte dos candidatos. Isso é um absurdo. Essa legislação aprovada por um Congresso reacionário, cheio de corruptos que querem se manter no poder e depois sancionada por Dilma (PT) impede que os trabalhadores possam ouvir a opinião daqueles que defendem uma mudança radical para acabar com os privilégios dos ricos e colocar Fortaleza nas mãos dos trabalhadores.

O que as redes de TV não falam é que a legislação não proíbe elas de convidarem todos os candidatos, fica a critério delas decidir se convidarão ou não. Então parte da responsabilidade é delas também. Poderia ser uma atitude das redes de TV cearenses convidar todos os candidatos para garantir um debate democrático. Se não o fazem, compactuam com uma legislação eleitoral antidemocrática.

Essa proposta que impede ainda mais a democracia nos processos eleitorais teve o voto de toda a bancada de deputados do PSOL. Fazendo isso prestaram um verdadeiro desserviço à organização política da classe trabalhadora, que agora está se revertendo inclusive sobre esse próprio partido. Na proposta inicial a legislação antidemocrática não atingiria o PSOL então seus parlamentares decidiram ficar do lado daqueles que atacavam a liberdade de expressão dos partidos ideológicos. Esse foi um grave erro político que acabou se virando contra eles próprios. Estamos lutando junto com os companheiros por democracia nos debates, mas não poderíamos deixar de registrar o erro cometido por esse partido.

Apenas os candidatos do PSTU, Francisco Gonzaga e do PSOL, João Alfredo ficaram de fora do espaço dos debates na TV. Defendemos democracia nos debates e a participação de todos os candidatos em iguais condições para apresentar suas propostas. Isso é o mínimo de respeito que os trabalhadores fortalezences podem ter para decidir sobre quem governará a cidade.